Migração do SISU para o Azure garante melhor desempenho e economia de recursos

17 de março de 2020

Postado por Equipe do Blog em Azure

Mais estabilidade e uma economia de R$ 25 milhões nos próximos cinco anos. Isso é o que o Ministério da Educação (MEC) proporcionou ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), principal plataforma de acesso ao ensino superior público no Brasil. Em 2020, o ministério transferiu o sistema para a Nuvem da Microsoft, o que garantiu estabilidade e escalabilidade na capacidade de processamento para atender à demanda crescente de estudantes no Sisu. 

 A plataforma do Sisu foi criada pelo MEC em 2010 e tem ganhado cada vez mais relevância, com a adesão de novas instituições educacionais e o crescimento do número de candidatos. Na primeira edição da seleção, 83.125 vagas foram ofertadas pelo sistema, enquanto a edição de 2020 contou com 237.128 vagas.  

 Além da migração da plataforma do Sisu para a Nuvem da Microsoft, o MEC realizou ajustes na arquitetura tecnológica que trouxeram mais segurança e acessibilidade para os alunos, viabilizando o acesso por qualquer tipo de dispositivo móvel de forma segura. 

 Ao optar pela nuvem, o MEC levou em consideração a necessidade de investimento em infraestrutura para comportar um sistema que recebe um enorme volume de acessos em apenas 12 dias por ano. “Sistemas sazonais com volumes expressivos de acessos simultâneos são os que mais justificam o custo benefício na Nuvem”, explica o coordenador-geral de Serviços de Tecnologia da Informação do MEC, Gustavo Guércio Fernandes. 

 A partir da cooperação com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a equipe do MEC passou a contar com um time especializado na adaptação, migração e operação da solução em ambiente de nuvem, amparado pelo constante suporte dos profissionais da Microsoft. Arquitetos de infraestrutura, dados, redes e cloud auxiliaram o ministério e a RNP no redesenho da arquitetura do Sisu. O objetivo era modernizar a solução, adaptando-a para o ambiente de nuvem e tornando-a mais acessível a usuários de dispositivos móveis.   

 No primeiro semestre do ano, foram, ao todo, 3.458.358 inscrições, feitas por 1.795.211 pessoas, já que cada candidato poderia optar por até dois cursos. O sistema chegou a registrar pico de inscrições por minuto: 7 mil. Uma média de 1.571.377 pessoas acessou o portal diariamente. “Nossa parceria com a Microsoft foi um sucesso. Quando foi necessário, eles responderam à altura”, avalia Regina Frazão, coordenadora-geral de Infraestrutura no MEC. 

 O Sisu é a principal forma de acessar o ensino superior público com a nota do Ensino Nacional do Ensino Médio (Enem) no Brasil. Para participar, é necessário não ter zerado a redação. Com inscrição gratuita, o sistema seleciona os mais bem classificados em cada curso, de acordo com as notas no Enem e eventuais ponderações, como pesos atribuídos às notas ou bônus. 

 Em funcionamento 

As inscrições para o Sisu ocorreram entre 21 e 26 de janeiro de 2020 e o desempenho da Nuvem surpreendeu positivamente os técnicos envolvidos. No primeiro dia, a grande demanda atendida pelo sistema causou uma instabilidade no site. Com a escalabilidade do poder de processamento e o apoio do time da Microsoft, tudo foi contornado rapidamente e sem prejuízos aos estudantes participantes.  

 “Se tivéssemos passado por um problema semelhante com o sistema local, necessitaríamos de mais tempo para escalonar o poder de processamento até resolver a questão”, conclui Regina Frazão. “Nesse momento, vimos a maturidade e o conhecimento do time”, explica Gustavo Guércio Fernandes. 

 Diante do sucesso da iniciativa, os técnicos do ministério estão otimistas para a migração de outros sistemas ao ambiente de Nuvem.

 

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