Distrito de Miami-Dade adota tecnologia para construir uma comunidade e tornar o policiamento mais transparente

Por Jennifer Allen Newton //

Nos Estados Unidos, departamentos de polícia e os cidadãos que eles servem buscam melhores formas de se comunicar e trabalhar juntos. Muitos desses departamentos – incluindo Miami-Dade, o maior deles no sudeste do país – procuram na tecnologia uma forma de construir relacionamentos mais duradouros. De fato, no último ano, a Força-Tarefa de Policiamento no Século 21 do presidente Barack Obama e a Iniciativa de Política de Dados da Casa Branca requisitaram melhor uso de dados e da tecnologia no policiamento para acelerar o progresso em relação a transparência, prestação de contas e confiança pública.

Miami-Dade está na frente. Conduzido por um desejo de alimentar a confiança de sua comunidade, o departamento de polícia embarcou em uma iniciativa ambiciosa para transformar suas operações. Lançou duas novas soluções: câmeras VIEVU vestidas por oficiais e um novo app Community on Patrol (COP), ambos utilizando tecnologia de nuvem da Microsoft. Ao coletar dicas de cidadãos e fornecer melhor documentação das interações e evidências que podem levar a condenações, essas soluções ajudam o departamento de polícia a ter um contato melhor com o público e proteger a comunidade.

Policiais, câmeras e a nuvem: construindo confiança e transparência

“Câmeras vestíveis se tornaram a nova norma no policiamento”, afirma Juan J. Perez, diretor do Departamento de Polícia de Miami-Dade. “Os cidadãos agora podem esperar documentação em vídeo da maioria das situações nas quais os oficiais de polícia estão envolvidos, e as câmeras corporais ajudam a manter um nível objetivo de transparência que beneficia oficiais, suspeitos, testemunhas e vítimas em uma potencial situação de crime.”

Acontece que uma câmera utilizada por um oficial de polícia gera entre 1 e 6 gigabytes de dados por turno, diariamente, e isso exige uma quantidade significativa de espaço de armazenamento e um método seguro para acessar, analisar e gerenciar os dados após eles terem sido capturados. Lidar com esse volume de informações pode ser desafiador para os departamentos de polícia com recursos humanos e de TI limitados – e é aí que entra a tecnologia de nuvem.

“Queríamos estar na vanguarda da tecnologia para recolher evidências que não poderiam ser conseguidas de outras formas”, diz Perez. “Mas também sabemos que precisamos abordar a implantação de câmeras vestidas cuidadosamente para garantir o melhor impacto para todos os envolvidos.”

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O departamento buscou uma solução que poderia oferecer um alto grau de flexibilidade e que fosse simples de executar, além de atender aos seus padrões de segurança. Microsoft Azure Government, uma solução baseada em Azure apenas para governos, atende aos requisitos.

Neste mês, o distrito de Miami-Dade irá ultrapassar a marca de mil de um total de 1.500 câmeras vestíveis VIEVU baseadas em nuvem, que são presas na frente do uniforme do oficial e ativadas cada vez que ele interage com um membro da comunidade. Gravações das câmeras são armazenadas no sistema de computação em nuvem, que permite que o departamento de polícia capture, analise e arquive dados mais eficientemente. Essa informação pode então ser usada por investigações novas e em andamento e como evidência no tribunal.

Gus Duarte, capitão no Departamento de Polícia de Miami-Dade que supervisiona o Programa de Câmeras, afirma que o público tem respondido positivamente para o uso de câmeras corporais, mas inicialmente alguns oficiais não ficaram tão animados. “No entanto, à medida que eles foram se acostumando e vendo os benefícios de ter a câmera abraçaram a ideia.”

“Essas câmeras, acredito, trazem o nível de transparência e prestação de contas que o departamento estava procurando”, afirma o oficial de polícia de Miami-Dade Jason Rodriguez. “E eu acho que isso dá aos cidadãos paz de espírito, ao saber que suas interações conosco estão sendo documentadas.”

As câmeras fornecem evidências valiosas quando as acusações são feitas, mas os benefícios também são mais sutis. Quando as pessoas percebem que a câmera está gravando suas interações, às vezes seu comportamento muda, afirma Duarte. E isso pode desarmar o que poderia se tornar uma situação tensa de outra forma.

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O app COP coloca a comunidade em patrulha

A informação é a essência do policiamento e muitas dessas informações vêm de cidadãos engajados que estão todo dia nas ruas. Para coletar essa informação vital, o Departamento de Polícia de Miami-Dude criou seu app Citizens On Patrol (COP) para encorajar os 2,7 milhões de residentes do distrito a ser seus olhos e ouvidos. Eles querem usar o poder das ferramentas do século 21 – com a facilidade e velocidade do compartilhamento social – para fortalecer os laços com os cidadãos e capacitá-los a ajudar a criar uma comunidade mais segura.

O app COP permite que os moradores  informem de forma segura e anônima pistas e crimes em progresso, utilizando fotos, vídeos e notas capturadas de seus smartphones. Essa informação é então transferida para o Real-Time Crime Center (Centro de Crimes em Tempo Real), no qual oficiais monitoram, coletam e analisam pistas 24 horas por dia.

Oficiais examinam as informações que recebem e alocam recursos para responder às necessidades conforme necessário. O app também serve como ponto de acesso a todos os links do Departamento de Polícia de Miami-Dade, inclusive as mídias sociais.

“O app COP é crucial para prevenir crimes”, diz Carmen Caldwell, do Citizens’ Crime Watch do distrito de Miami-Dade. “O oficial de polícia não pode estar em todos os lugares. Um policial não conhece a vizinhança como uma pessoa que mora nela. Dessa forma, os moradores se tornam os olhos e ouvidos das forças da lei. E quando você tem esses dois elementos trabalhando juntos é possível prevenir cerca de 70% dos crimes que acontecem numa área.”

Ao ajudar a polícia a ser mais eficaz, o app COP está forjando melhores relacionamentos com a comunidade. Quando a polícia segue as pistas que recebe, isso melhora a confiança e aumenta a disposição das pessoas para informar crimes, testemunhar no tribunal e contribuir para a inteligência das ruas – o que ajuda a polícia a fazer um trabalho melhor.

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Nos primeiros cinco meses nos quais o app esteve disponível, mais de 2.300 pessoas fizeram download, com novos usuários baixando o aplicativo a cada mês. Até agora, 118 pistas foram enviadas. Essas pistas resultaram no fechamento de seis incidentes. Em um caso, por exemplo, uma pista de um cidadão enviada pelo app COP informou que um indivíduo estava “potencialmente avaliando” uma área para um crime. Um oficial de polícia foi imediatamente enviado para o local e sua investigação levou à prisão do suspeito.

“Estamos usando essas soluções para melhorar nossa relação com os cidadãos aos quais servimos”, afirma Perez. “Tanto o app COP quanto as câmeras vestidas nos permitem entrar em contato com as pessoas de uma forma mais transparente. Eles estão nos ajudando a construir a confiança enquanto também servem de suporte ao trabalho que fazemos em prevenir e resolver crimes.”

Conforme mais e mais departamentos estudam suas necessidades de tecnologia, eles precisam avaliar cuidadosamente qual provedor de nuvem atende adequadamente suas necessidades de segurança. Uma grande preocupação das agências de segurança pública nos Estados Unidos é se a plataforma de segurança atende as necessidades das Políticas de Segurança do Serviço de Informação de Justiça Criminal do FBI (CJIS, na sigla em inglês), que permite que os departamentos acessem, transmitam ou armazenem qualquer informação da justiça criminal.

Como o acesso aos dados do CJIS é crucial para dar apoio a investigações e resolver crimes – tanto nas comunidades locais quanto pelo país – a habilidade de dar apoio a esses padrões é uma importante razão pela qual muitas agências da lei escolhem o Microsoft Azure Government.

Para saber mais sobre as características diferenciadas da Microsoft para atender e exceder as necessidades de segurança e compliance dos clientes, visite o blog Microsoft Government. Para saber mais sobre o motivo pelo qual a Microsoft é o parceiro ideal para melhorar cargas de trabalho críticas de clientes governamentais, confira o blog Azure.