Explore o mundo de 2088 em Tacoma, exclusivo no console Xbox One

Por Steve Gaynor //

Ao criar Tacoma, nós voltamos diversas vezes a um tema central: “o que é artificial?”. Em um mundo de artifícios, engajar com o real se torna a exceção, não a regra. Estou digitando em meu teclado real, mas o que escrevo está sendo traduzido em uma tela em forma de luzes. As teclas e meus dedos são reais, porém, os resultados do que digito nesses botões não são mais reais que um pensamento ou qualquer ilusão. Onde essas letras e palavras existem? Na sua tela? Em todas as nossas telas? Quantos servidores as contêm, quantos olhos as estão vendo?

Irreais como são, os seus efeitos são reais, a sua presença é real. Sua existência é para fazer o seu cérebro pensar as palavras que você está lendo agora. Em um mundo em que tanto da nossa experiência é digital, efêmera, mediada, seria o abstrato, o simulado, menos real em nossa experiência de mundo e em nossas vidas que o físico, o prático e o literal?

E então, se nossa consciência é capaz de pensar, raciocinar e de ter empatia, seria isso algo menos real que a mente humana, ou até mesmo da “artificial”? Uma inteligência sem um corpo, a perspectiva sem olhos, uma presença tangível sem um coração que bate; quantas pessoas você conhece no ambiente online, mas nunca viu ou tocou na realidade física? São eles menos reais que seus amigos ou familiares com os quais você passou horas cara a cara? A sua presença, o seu impacto nas pessoas com as quais você se preocupa, pode ser tão real como todos os outros.

Num futuro em que a inteligência artificial está em todos os lugares e em todo o sistema social em que vivemos, essa consciência é menos real ou significativa para nós em comparação com as pessoas que conhecemos? Num futuro em que a realidade aumentada sobrepõe a nossa visão constantemente, mostrando o mundo através de lentes com informações digitais, projeções 3D e interfaces sobrepostas, seria essa percepção mediada de mundo, da inteligência artificial que vemos diretamente em nosso olhar, menos real que a experiência das nossas vidas?

O ano 2088 está distante, mas não tanto. Quando embarca na estação de transferência lunar Tacoma, você adentra um mundo em que muita coisa é artificial, mas os artifícios criam uma nova realidade. Prepare-se para uma vida em que a inteligência artificial e a realidade aumentada definem o nosso dia a dia, onde os pressupostos e as expectativas das pessoas sobre como os mundos digitais e físicos se juntam e se tornam indivisíveis determinam as suas percepções de mundo. E nesse mundo em que as divisões são difusas e as fronteiras se transformam, no que ou em quem você deveria acreditar?

Descubra o mundo de 2088 em Tacoma, disponível no Xbox One e em breve no Windows 10 como um jogo Play Anywhere.

Steve Gaynor é líder do projeto Tacoma.