Heróis da sala de aula: a tecnologia empoderando professores e alunos a fazer mais

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“O papel do professor é atemporal”, diz Anthony Salcito, vice-presidente de Educação da Microsoft, na Bett Educar 2018

“O papel do professor é atemporal”, diz Anthony Salcito, VP de Educação da Microsoft, na Bett Educar 2018

“Não chamamos nossos professores de heróis, mas é isso que deveríamos fazer.” A valorização do professor é a missão educacional da Microsoft e o que defendeu Anthony Salcito, vice-presidente de Educação da Microsoft, durante sua passagem pelo Brasil. Além de visitar escolas, o executivo abordou o futuro da aprendizagem digital em sua palestra na Bett Educar, nesta quarta-feira, 9, em São Paulo.

Citando um exemplo real de herói da sala de aula, Salcito lembrou do professor Richard, de Gana, que ensinava as ferramentas da Microsoft aos alunos reproduzindo a interface do software com giz em uma lousa tradicional. “Os professores fazem isso todos os dias no Brasil. Usam tempo e, muitas vezes, até seus próprios recursos financeiros porque amam o que fazem, amam sua profissão. Precisamos celebrá-los, valorizá-los”, afirmou.

Ainda durante sua apresentação no evento, Salcito mostrou como a tecnologia vem mudando e personalizando o ambiente escolar com exemplos de uso das ferramentas Microsoft ao redor do mundo. Entre os recursos possíveis para escolas, professores e alunos, ele destacou Minecraft: Education Edition, Office 365, Windows 10 e realidade mista.

“Existe um cenário aberto e grande dentro das salas de aula, e a Microsoft está pensando em como melhorar as condições de aprendizado por meio da tecnologia”, disse o executivo. Salcito ressaltou, no entanto, que a tecnologia não é a salvadora da educação, ela deve trabalhar em sincronia com professores capazes, que entendam a nova dinâmica da sala de aula para inspirar os alunos a realizar mais.

Alunos da Escola Bosque recriaram o projeto que simula os movimentos da mão, baseado neste original, que foi desenvolvido por alunos de uma escola em Seattle.

Alunos da Escola Bosque recriaram o projeto que simula os movimentos da mão, baseado neste original, que foi desenvolvido por alunos de uma escola em Seattle.

A ideia é fazer com que o aluno seja o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem, unindo os estudantes dentro de um contexto no qual todos possam discutir dentro da sala de aula para poder juntar as informações e despertar o interesse em determinado tema. “Os alunos precisam ser mais críticos e questionar por que estão aprendendo e o que estão aprendendo; esse tipo de discussão deveria ser prioridade, deveria sempre acontecer na sala de aula”, finalizou Salcito.

Hacking STEM

O Hacking STEM é um programa que tem o objetivo de melhorar o ensino das ciências exatas nas escolas brasileiras

O programa Hacking STEM tem o objetivo de melhorar o ensino das ciências exatas nas escolas brasileiras

Também durante a Bett Educar, Karon Weber, diretora de Parcerias dos Workshops de Educação da Microsoft, participou da programação com a sessão “Hacking STEM: Modernizando e democratizando as metodologias STEM na Educação”. Essa foi a ocasião para o anúncio do programa Hacking STEM, que tem a proposta de melhorar o cenário de ensino das disciplinas STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática) nas salas de aula brasileiras.

Ao todo, são mais de oito kits de conteúdo que estarão disponíveis na página da empresa em português, espanhol e inglês. No estande da Microsoft no evento, os participantes puderam ver demos e workshops sobre o tema. A proposta foi explicar de que forma os professores podem implementar o conteúdo na sala de aula.

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