Mais que startup, Samba Tech chega aos EUA com escritório e app novos

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Quinto maior país do mundo, o Brasil é o lar de mais de 200 milhões de pessoas, e aproximadamente um quarto delas joga em seus telefones. Mas desses 50 milhões de jogadores ávidos, apenas um transformou sua paixão na primeira empresa de distribuição de jogos para celulares e, depois, criou a maior plataforma de streaming de vídeo online na América Latina, com um escritório recém-montado nos Estados Unidos.

Gustavo Caetano é o fundador e CEO da Samba Tech, uma empresa brasileira de streaming de vídeo que cresceu além do Samba Mobile, criado pelo empreendedor quando ele tinha 19 anos e um novo smartphone, mas não havia games suficientes para jogar nele. Uma década mais tarde, a Samba Tech deixou sua condição de startup e ultrapassou os limites da América Latina. Hoje, a empresa anuncia sua expansão para os Estados Unidos, um movimento impulsionado em grande parte por sua parceria com a Microsoft.

“Eu disse uma vez disse que a Samba Tech é um tubarão nadando com peixes pequenos, e precisamos nadar com os tubarões”, diz Caetano. “Nosso desejo de nadar em águas mais profundas, onde podemos causar um verdadeiro impacto sobre a forma como as pessoas trabalham, é o motivo pelo qual estamos lançando o Kast nos Estados Unidos. Nossa estreita relação com a Microsoft tem sido uma força motriz por trás de nossa decisão de abrir o nosso primeiro escritório americano de vendas em Seattle, a apenas algumas milhas da sede da Microsoft.”

A história de Caetano começou em 2005. Frustrado por não conseguir encontrar games divertidos para jogar no seu novo telefone celular, ele assinou acordo com um desenvolvedor britânico para revender seus jogos na América Latina e, em seguida, fechou contratos com operadoras de celular líderes no Brasil para distribuí-los. Dentro de dois anos, ele expandiu seus negócios para incluir as maiores operadoras de telefonia móvel na América Latina.

O sucesso de Caetano não passou despercebido, e os concorrentes rapidamente saíram da toca para copiar seu modelo, derrubando preços e sabotando suas propostas de negócio. Foi então que o jovem empresário procurou um novo nicho – e encontrou no streaming de vídeo, um meio que ele admite que não sabia nada inicialmente. Mas não era problema, diz ele, porque ninguém mais no Brasil em entendia de fato. “A banda larga não era muito boa aqui naquela época, então ninguém estava assistindo”, diz ele. “Eu pensei que se pudéssemos criar uma plataforma para transmitir vídeos, as pessoas iriam assistir.”

Lançando sua companhia como uma “white label do YouTube para as emissoras”, Caetano assinou rapidamente acordos com oito das 10 principais estações de TV do Brasil, seguido por emissoras do Peru, Colômbia, Costa Rica e Uruguai. Sua empresa agora transmite alguns dos principais conteúdos sob demanda e ao vivo, como a Copa do Mundo e a UEFA EURO, para milhões de pessoas na América Latina.

Mesmo sendo eventos grandes, eles perdem importância na comparação com seu maior e mais consistente mercado: e-learning. “Percebemos logo no início que as grandes universidades aqui estavam se tornando empresas de mídia como as redes”, diz Caetano. “Achamos que iriam obter muito valor ao utilizar a mesma infraestrutura, como as estações de TV de escala.” Essa teoria provou-se verdadeira. Atualmente, muitas das universidades publicam mais conteúdo de estudantes, professores e administradores do que as redes.

Streaming de vídeo de alta qualidade em uma escala tão grande requer muita largura de banda, potência e armazenamento de modo que Caetano precisava de uma plataforma em nuvem que pudesse crescer com o seu negócio. Embora tenha começado em 2012 com a Amazon Web Services (AWS), em 2015 ele se reuniu com a equipe da Microsoft Azure Media Services para aprender sobre sua plataforma e logo fez a mudança. “A tecnologia de vídeo que vimos estava anos à frente do que estávamos usando”, diz ele.

A Microsoft também ofereceu um ponto de venda único para os serviços de mídia que eram mais abrangentes do que a solução fragmentada da AWS e fornecedores terceirizados que a Samba Tech utilizava. “De repente nós poderíamos fazer tudo em um só lugar: codificação, transcodificação, streaming”, diz Caetano. “Isso é incrível.”

Com um parceiro influente nos Estados Unidos e um líder experiente no comando, a Samba Tech continuou a expandir sua base, mantendo sua credibilidade como uma startup mais experiente. E com a abertura de seu escritório em Seattle, a empresa está lançando nos EUA um aplicativo de vídeo móvel chamado Kast, que vai além das ferramentas de comunicação corporativa tradicionais, tais como e-mail, texto e bate-papo, adicionando mensagens móveis de vídeo e áudio. “Vemos uma grande oportunidade de oferecer produtividade no espaço corporativo, ajudando as empresas a se comunicar de uma forma mais segura, fácil e natural do que com as opções tradicionais”, diz Caetano.

“O vídeo é um meio extremamente exigente para a entrega de conteúdo e estamos orgulhosos de trabalhar com a Samba Tech para ajudar a garantir que os clientes tenham uma experiência poderosa e confiável”, diz Vahé Torossian, vice-presidente corporativo da Microsoft para o Mercado de Pequenas e Médias Soluções & Parcerias (SMS&P). “Ajudar as empresas como a Samba Tech a evoluir, escalar e crescer na nuvem da Microsoft é importante para promover um rico ecossistema de parceiros.”

O Kast permite que equipes e canais compartilhem as mensagens de praticamente qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer dispositivo. Caetano considera essa a primeira ferramenta de colaboração corporativa projetada para a era de mensagens e vídeo móveis. “Nós pensamos nisso como uma versão corporativa de aplicativos populares, como o Instagram e o Snapchat”, diz ele. “Ajudamos as empresas a se comunicar de uma forma que o público está habituado e prefere.”

A versão beta do Kast está disponível gratuitamente para Android e iOS.